Levados pela demanda emergente de jovens abrigados no Lar de São José que completaram a maioridade, e tantos outros que completarão, sem nehuma perspectiva de retorno para suas famílias de origem, foi inaugurado no dia 14 de dezembro de 2008 o Projeto República Jovem. Esse Projeto foi idealizado por toda equipe larista e diretoria, só sendo concretizado devido ao empenho e confiança de voluntários do Banco do Brasil. É pioneiro no Distrito Federal. A primeira República tem capacidade para atender 06 jovens, sendo três do sexo feminino e três do sexo masculino, inclusive irmãos. Atualmente conta com 04 participantes, que além de já se encontrarem morando no apartamento, estão inseridos no mercado de trabalho e na rede pública educacional.

Esse Projeto visa à reinserção social dos jovens com dezoito anos completos oferecendo meios como: aquisição de um apartamento mobiliado, custeio do aluguel pelo período de 12 meses, inserção no mercado de trabalho e na rede pública educacional, bem como acompanhamento sistemático do desenvolvimento da proposta tendo em vista emancipação social que entendemos por auto-atividade e na auto-organização em todas as suas formas e a busca pela identidade pessoal de cada jovem sendo este um direito de todos os cidadãos brasileiros.

Esse Projeto foi idealizado com a perspectiva de dar qualidade ao atendimento prestado dentro da Instituição às crianças e adolescentes, vítimas de toda e qualquer violência, que estão sob medida protetiva, encaminhados pela Vara da Infância e Juventude e Conselhos Tutelares do Distrito Federal. Sua concretização se deu com a parceria do Fundo da Criança e do Adolescente do Distrito Federal e voluntários do Banco do Brasil.

Com sua implementação é possível viabilizar um atendimento qualitativo aos 60 institucionalizados, a partir de atividades psicopedagógicas e lúdicas. Os principais objetivos da brinquedoteca são:

- viabilizar oficinas pedagógicas com crianças e adolescentes, objetivando trabalhar temas comuns a sua história de vida como agressividade, sexualidade, abandono e vinculação afetiva;

- dinamizar atendimento psicopedagógico com crianças e adolescentes que apresentem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade na Instituição;

- trabalhar a partir do lúdico os familiares e/ou responsáveis, em reuniões socioeducativas, viabilizando uma reintegração familiar e social definitiva;

- realizar semanalmente reuniões socioeducativas com as cuidadoras, utilizando-se do lúdico, objetivando capacitá-las para as demandas específicas dos abrigados.

Venha nos visitar, e faça parte você também desse Projeto, contribuindo para o fortalecimento dessa proposta.

O apadrinhamento social foi a forma encontrada pela diretoria e equipe técnica de angariar fundos e aproximar as crianças e adolescentes sem perspectivas de reintegração a indivíduos ou famílias comprometidos com a causa social, o que viabiliza uma interação entre as crianças e adolescentes institucionalizada e o meio externo.

Qualquer pessoa pode se tornar um padrinho ou uma madrinha afetiva, para isso basta entrar em contato no telefone (61) 34910265, e se informar sobre como conhecer nosso trabalho de perto. As crianças apadrinhadas podem receber visitas nos finais de semana e participar de passeios externos com seus padrinhos e madrinhas afetivas, desde que previamente autorizados pela Vara da Infância e Juventude e pelo Abrigo.

Uma outra forma de apadrinhamento institucional é a contribiução via carne, o qual pode ser adquirido na própria sede do Abrigo QNM 32 Módulo B, Área Especial Ceilândia Norte, podendo também ser enviado para o endereço ao qual foi demandado, ou ainda via depósito bancário feito na conta do Abrigo Conta Corrente: 5025-3 / Agência: 1022-7 / Banco do Brasil. O acompanhamento da aplicação desses recursos pode ser feito via consulta ao balancete mensal disponível no endereço www.abrigolardesaojose.org.br/Balancete onde consta em que foi aplicado os recursos doados.

No que tange ao processo de reintegração é desenvolvido atendimentos individualizados com as famílias, visitas domiciliares, orientações e encaminhamentos sociais para rede de serviço de origem da família, reuniões sócio educativas bimestrais, apoio financeiro à família, para convívio familiar nos finais de semana (cesta básica, vale transporte) - no caso daquelas crianças e adolescentes que estão em processo de reintegração, onde as famílias se encontram totalmente desprovidas de recursos financeiros. É realizado um trabalho de observação e escuta durante a semana, avaliando como a criança e o adolescente percebe o retorno para o convívio familiar. Após o retorno da criança e adolescente para família a equipe técnica desenvolve um trabalho de acompanhamento e escuta direta dessas famílias, variando esse período de 3 a 12 meses, o que tem dimuído significativamente o retorno dessas crianças e adolescentes para a Instituição.

Trimestralmente é realizado uma reunião sócio educativa com os pais, familiares e amigos, onde são discutidas questões referentes a permanência da criança e adolescente na Instituição, o atendimento com os abrigados e as possibilidades de retorno. A reunião é considerada de suma importância pela equipe técnica, uma vez que é um momento de troca entre as famílias e um espaço para avaliação do trabalho no Abrigo. 

Para efetivação do processo de reintegração são liberadas visitas no Abrigo, as quartas-feiras das 8:00 às 11:00hs e das 14:00 às 17:00hs e aos sábados das 9:00 às 12:00hs. Além disso, as crianças e adolescentes que estão em processo de retorno às suas famílias de origem, são liberadas para passar o sábado, domingo e feriados em casa, recebendo durante a semana atendimento psicológico para avaliação do convívio familiar. Durante esse processo gradativo de retorno é viabilizado a Vara da Infância e Juventude relatórios mensais, constando as possibilidades do retorno às famílias ou permanência da criança e adolescente no Abrigo, até que sejam encaminhadas à uma família afetiva.


Em relação as crianças e adolescentes que encontram-se em estágio de convivência, visando adoção, é oferecido as famílias acompanhamento individual, semanalmente, pela psicóloga, nos quais os futuros pais recebem orientações sobre a dinâmica de convivência. Cabe ressaltar que existe uma constante interação da equipe larista com a Vara, o que viabiliza uma vinculação gradativa e positiva, ocasionando na diminuição das inseguranças trazidas pela família e na concretização do processo de adoção.